Quantas vezes meus braços estendi, esperando por um abraço seu

Quantas noites de insônia passei, imaginando apenas um carinho

Meus murmúrios de amor, implorando para serem ouvidos

Minha carne ardendo em desejos, à espera da sua

Sempre querendo, implorando e só...

A sentir-me tão pequena

 Até sentir-me nada, pra você

 

Agora, seus abraços precisam dos meus,que já não são mais seus.

Sua voz não ouço mais. Ensurdeci ?

Seus desejos, já não são mais os mesmos que os meus.

E como tudo passa, Passou!

 

 Do nada, germinando nasci...crescendo cada vez mais

Te vendo tão longe e pequeno, perto de mim.

E os mesmos braços que tanto desprezou, hoje te acenam...

Tal qual a uma esfinge a zombar de ti

25/09/2002

 

 

 

 

 

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